Esta semana a Netflix irá finalmente disponibilizar sua controversa adaptação de Death Note.

Dirigido por Adam Wingard, o filme têm sido alvo de diversas críticas de fãs da obra original pela falta de fidelidade ao mangá homônimo de Tsugumi Ohba e Takeshi Obata.

Em uma entrevista à IGN, Wingard explicou foram necessárias diversas mudanças devido à ambientação da história no ocidente, admitindo que, mesmo relendo o mangá em busca de inspiração, ele não conseguiu manter diversos aspectos da obra devido às diferenças culturais entre Japão e Estados Unidos.

No início da fase de desenvolvimento do filme, eu reli todo o mangá para ver como adaptá-lo para os Estados Unidos. No final das contas, Death Note é uma coisa tão japonesa. Você não pode simplesmente pegar alguns elementos e esperar que saia algo coeso.

São dois mundos completamente diferentes (…) Quanto mais eu tentava ser 100% fiel ao material original, mais as coisas davam errado… você está em um país diferente, em um ambiente diferente, além de também tentar resumir uma série longa em um filme de duas horas.

Para mim, a prioridade foi abordar os temas principais nos Estados Unidos de hoje em dia e como isso afetaria a história, especialmente o jogo de gato e rato entre L e Light, questionamentos sobre bem e mal. Estas são as questões centrais de Death Note, e é nisso que eu me foquei.

Obviamente, esta abordagem acarretou infinitas mudanças nos personagens. Segundo Wingward, o Light do filme terá pouco do personagem original. Ao invés de um estudante altamente popular e inteligente, além de extremamente metódico, manipulador e calculista, teremos um jovem desajeitado e deslocado, com motivações bem distintas.

L também sofreu adaptações significativas, que vão além da mudança de etnia.

As personalidade deles estão bem diferente…. L não é o mesmo. Há várias semelhanças – ele gosta de doces e às vezes anda por aí descalço. Mas na verdade a perspectiva de L e o escopo do personagem estão bem diferentes. Ele ainda é um cara excêntrico. Mas posso dizer o mesmo sobre todos os personagens. Provavelmente o único que está exatamente como no anime é Ryuk.

Death Note conta a história de Light Turner (Nat Wolff) um estudante de Seattle que se depara com um caderno sobrenatural jogado na terra por Ryuk (Willem Dafoe), que lhe dá a habilidade de matar qualquer pessoa, desde que saiba seu nome e seu rosto.

Light decide usar o poder do Death Note para livrar o mundo de malfeitores com a ajuda de sua namorada, a líder de torcida Mia Sutton (Margaret Qualley). No entanto, ele  é antagonizado pelo misterioso detetive “L” (Keith Stanfield), que acredita que Light é apenas um criminoso comum e está determinado a detê-lo.

Death Note estreou na Netflix em 25 de agosto de 2017.

 

Fonte IGN